Edutainment na Educação Corporativa

No segundo episódio da websérie SOS RH: a vez da Educação Corporativa conversamos com Richard Vasconcelos, CEO da LEO Learning Brasil, Mestre em Educação pela Oxford University, palestrante, Linkedin Top Voice e apaixonado por educação, tecnologia e empreendedorismo.

O especialista falou sobre as principais tendências em Educação Corporativa no Brasil, em especial neste momento de isolamento social. Destacou que o conteúdo tornou-se uma commodity fácil de ser encontrada, especialmente neste período que ele chamou de “quarentena das Lives“. Portanto, o desafio não é achar ou entregar conteúdo, mas fazer curadoria do que já está disponível. O paradigma anterior era de que as empresas tinham que produzir tudo personalizado, customizado, ou pegar um conteúdo e montar sua própria trilha. Hoje, você consegue escolher e aproveitar o que há de melhor e útil para atender o objetivo da empresa. E ainda pode explorar vários formatos de transmissão e compartilhamento desse conteúdo, sem ficar preso aos formatos tradicionais. Sendo assim, outro desafio que se apresenta no atual contexto, de acordo com Richard, é entender que não basta fazer uma digitalização do presencial e achar que está resolvido.

Eu digo que filmar o teatro não é cinema. Da mesma forma, filmar a sala de aula não é educação a distância.

Richard apresentou, como referência de curadoria de conteúdo para as organizações, o Learningflix, que é um programa de webséries de curta duração e que proporciona uma experiência de aprendizagem prática, objetiva e aplicada à resolução de problemas reais. A inspiração vem das próprias séries do Netflix e segue um modelo no estilo MasterClass, uma plataforma de educação on-line americana na qual os alunos podem acessar tutoriais e palestras pré-gravadas por especialistas renomados em várias áreas. Da mesma forma, o Learningflix reúne profissionais de destaque para falar sobre temas relacionados ao desenvolvimento humano e organizacional.

De acordo com Richard, as webséries seguem o conceito conhecido como edutainment, que é uma forma de entretenimento projetada tanto para educar como divertir. O Netflix, por sua vez, serve de referência sobre como proporcionar engajamento, um dos maiores desafios de um curso on-line. Assim, uma websérie tem vários episódios, os quais correspondem às aulas, ou unidades, ou capítulos. O que corresponde ao objetivo do curso é apresentado em forma de um trailler com 30 segundos mostrando tudo o que será visto naquele episódio, cuja a duração é de 24 minutos. Esse tempo está baseado numa pesquisa feita pela Deloitte  a qual revela que as pessoas, no ambiente de trabalho, têm, em média, 1% do seu tempo disponível para a autoaprendizagem. Isso corresponde a 24 minutos por semana, ou seja, um episódio a cada sete dias. Dentro de um episódio há várias micro learnings de 2 a 4 minutos, no máximo, e em vários formatos: vídeo, animação, podcast, infográfico.

Outro ponto importante nas webséries, destaca Richard,  é conseguir contextualizar as situações dentro da aprendizagem. Para isso, aplica-se uma metodologia ativa denominada Problem Based Learning (PBL), ou Aprendizagem Baseada em Problemas.

Em vez de entregar conteúdo, entrego um problema ou situação que vai gerar uma tomada de decisão. A partir disso é que vem o conteúdo. Isso ajuda a criar protagonismo, despertar a resolução de problemas, desenvolver outras habilidades e não apenas focar na memorização.

Toda essa estrutura de websérie, detalhada pelo especialista, pode ser aplicada em qualquer curso ou formação profissional.

Para conferir a íntegra dessa conversa, basta acessar o vídeo do segundo episódio.

E continue acompanhando os próximos:

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1 comentário em “Edutainment na Educação Corporativa

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