Juliana dos Santos | Múltiplas inteligências: da revisão à abordagem prática

A Live do dia 12 de março abordou o tema das múltiplas inteligências. E como prometido, a professora Juliana dos Santos preparou um “resumão” do que foi discutido. Você pode conferir no texto abaixo e também a integra do vídeo editado da Live – Os quatro tipos de inteligência: cognitiva, emocional, volitiva e de discernimento.


Para início de conversa, precisamos enfatizar que: “ninguém é igual a ninguém”. E assim partimos para retomada dos estudos de Gardner (2015) chegando ao que foi proposto por Fava (2018).

Então… vamos lá.

A fim de condensar o que foi proposto por Gardner, citamos as inteligências elencadas pelo psicólogo de uma forma que consideramos objetiva e de prático entendimento. As inteligências podem ser:

Narrativa – Conta “histórias” de um conteúdo, faz arranjos mentais por meio de textos
Numérica – Compreende por números, formas, tamanho
Existencial – Entende pelos fundamentos, quer os motivos, responder às perguntas o quê?, por quê?
Estética – Retrata fatos, conteúdos por meio de charge, tirinhas, telas, árvores genealógicas
Prática – Quer se envolver, colocar a mão na massa, experimentar, produzir algo
Social – Trabalha em grupo, assume vários papéis, resolve problemas
Analógica – Faz investigações, relações, constrói raciocínio a partir de comparações

Diante disso, para facilitar a aprendizagem do maior número de aprendizes, o planejamento deve prever as seguintes indagações para trabalhar um tema:

Como tecer engastes para atingir essas inteligências?

Quais abordagens posso dar ao tema?

Quais as inteligências estarão ativadas?

Quais analogias podem ser feitas?

Quais exemplos usar?

Os mediadores precisam internalizar que “abordagens múltiplas mobilizam explicitamente uma variedade de inteligências, habilidades e interesses” (GARDNER, apud ILLERIS, 2015, p. 133). Isso leva a uma necessidade de diversificar cada vez mais as abordagens na execução dos objetivos de aprendizagem em metodologias e estratégias.

Ora, para completar essa proposta, fomos a Fava (2018) que esclarece as inteligências necessárias para o século XXI, que são:

  • Cognitiva – Inclui raciocínio, razão, reflexão, síntese.
  • Emocional – Baseada nos sentimentos, sensações, emoções e empatia;
  • Volitiva – Envolve o querer, o fazer, o praticar, transformar;
  • De discernimento – Compreende soluções, escolhas, tomada de decisão.

Reunimos os conceitos desses dois autores para formar um exemplo de aplicação prática:

Se observarmos o planejamento, ele poderia ser empregado em instituições de ensino em diferentes níveis, bem como nas organizações. Vale ressaltar que, em cada fase de vida do sujeito, ele vai olhar para o mesmo tema em diferentes perspectivas de acordo com o desenvolvimento das inteligências e o acúmulo de conhecimentos, habilidades e capacidades.

Terminamos este texto com uma proposta: reflita sobre suas práticas e conte conosco para seguirmos juntos nesta jornada.


Referências:

FAVA, Rui. Trabalho, educação e inteligência artificial: a era do indivíduo versátil. Porto Alegre: Penso, 2018.

ILLERIS, Knud. Teorias contemporâneas da aprendizagem. Porto Alegre: Penso, 2015.


Juliana Santos é gestora de educação digital e pesquisadora de processos de aprendizagem digital. Atuou na Educação Básica das redes pública e privada do Espírito Santo e também como docente no Ensino Superior. Como professora, o foco do seu trabalho é a inovação em educação, oferecendo aos alunos novas perspectivas de olhar o entorno e buscando a formação cidadã.


 

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