Metodologias ativas na prática: como estimular a leitura?

Texto escrito por Juliana dos Santos e Sandra Medeiros

No dia 5 de março realizamos uma Live no Instagram para falar sobre Metodologias Ativas no processo de ensino e aprendizagem. A iniciativa surgiu a partir de um vídeo que a Juliana postou no blog EaD em Pauta sobre o assunto e achamos bem pertinente tratá-lo, também, num bate-papo interativo com outros profissionais. Juliana explica, no vídeo, que Metodologia Ativa é

“colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem. Com isso, ele vai tomando posse de um conhecimento que, para ele, tem significado”. 

Com as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) impactando, cada vez mais, a educação, é imprescindível dar significado aos conteúdos que são compartilhados em quaisquer grupos de alunos para que haja motivação para o aprendizado. Os estudantes de hoje precisam se sentir parte do que é discutido nas salas de aula física e virtual, assim como se sentem parte das redes às quais pertencem. Tanto na educação formal, quanto nas corporações, o uso de metodologias ativas fomenta o protagonismo e favorece o desenvolvimento do indivíduo.

Considerando que o aprendizado, hoje, extrapola o ambiente formal de ensino (vale mencionar o conceito de lifelong learner – aprendizado ao longo da vida), os ambientes virtuais de aprendizagem, as salas Google, as redes sociais – como WhatsApp e Instagram – e outras plataformas são novas salas de aula/treinamento ou extensão delas. Nesses ambientes, propostas interativas que promovam engajamento são fundamentais para o sucesso dos aprendentes.

Metodologias ativas são estratégias de ensino centradas na participação efetiva dos estudantes na construção do processo de aprendizagem, de forma flexível, interligada e híbrida. Num mundo conectado e digital, elas se expressam por meio de modelos de ensino híbridos, com muitas possíveis combinações. A junção de metodologias ativas com modelos flexíveis e híbridos traz contribuições importantes para o desenho de soluções atuais para os aprendizes de hoje. (BACICH E MORAN, 2018)

E como fica tudo isso na prática?

Vamos dar um exemplo muito comum na sala de aula tradicional e também nas organizações: fazer com que os alunos e/ou colaboradores leiam publicações, procedimentos, normas ou qualquer outro texto necessário para a aula ou seu desempenho dentro da empresa. Por que não usar um método que instigue essa participação? Veja como fazer isso:

  • Disponha o texto (artigo científico, normas técnicas, diretrizes) em uma plataforma (pode ser a intranet da empresa, uma rede social ou mesmo enviar por e-mail) para que todos tenham acesso.
  • Disponibilize um quadro na sala de aula ou em algum lugar da empresa e solicite ao aluno/colaborador para colocar as principais ideias, conceitos e aprendizado que teve com a leitura do texto. Podem ser usados post its coloridos, deixando o quadro mais atrativo para que outras pessoas possam ler e contribuir também. Pode solicitar, ainda, que insira seu ponto de vista ou sugestão e melhoria (usando post it de outra cor, por exemplo).
  • Esse quadro precisa estar visível para que todos possam acompanhar o processo antes da aula, treinamento ou reunião presencial.
  • No encontro presencial (que pode até ser uma reunião de equipe), discuta o que foi colocado neste quadro de forma bem imparcial para que todos entendam que sua função é de mediador no processo. Após a construção coletiva, forme um novo quadro com a síntese construída pelo grupo e socialize novamente na plataforma.

Essa é uma estratégia de leitura (adaptada por nós) sugerida por Bacich e Moran em seu livro ‘Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática’. Por meio dela é possível desenvolver soft skills como: pensamento crítico; trabalho em equipe; resolução de problemas; tomada de decisão. Além dessas competências, desenvolve-se a maturidade do grupo que precisa expressar-se, ouvir o colega com respeito e desenvolver sínteses que favoreçam o crescimento do grupo/empresa.

É possível aplicar metodologias ativas em vários contextos e projetos de desenvolvimento humano e profissional.

Se esse é o seu desafio, entre em contato conosco. Queremos e podemos auxiliar você nisso!


Referência – BACICH, Lilian; MORAN, José. Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.


 

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