Lugar de Fala: Primeiros insights sobre uma sociedade mais inclusiva

A segunda temporada do Programa Expediente, denominada Lugar de Fala, chegou ao fim, mas tudo o que foi discutido em cada episódio ainda reverbera, estimulando a busca por mais conhecimento e ação prática.

Segundo uma pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de matrículas de pessoas com algum tipo de deficiência aumentou 33% entre 2014 e 2018. Consequentemente, passaremos a ter, também, mais pessoas com deficiência no mercado de trabalho e convivendo na sociedade de maneira geral, o que, até pouco tempo atrás não era comum. E um dos desafios é justamente este: preparar o ambiente (seja ele qual for) e nos preparar para entender e atender todas as diferenças. Como foi dito em um dos episódios do Lugar de Fala, fazer inclusão é difícil porque a gente sempre excluiu”. Mas, agora, deixou de ser necessário para se tornar urgente!

 

Alguns insights que surgiram sobre uma sociedade mais inclusiva:

Infraestrutura adequada.

O espaço físico é um dos principais obstáculos para o acesso de pessoas com deficiência e exige tempo e dinheiro para que sejam feitas as adaptações necessárias: construção de rampas, ajustes nos banheiros, elevadores, barras de apoio, sinalizações específicas. Já temos isso em alguns lugares, mas precisa se ampliar de forma que todo e qualquer espaço seja acessível: escolas, empresas, parques, ruas, restaurantes, academias, clubes, estádios, edifícios… E cabe a cada um de nós, mesmo não sendo pessoa com deficiência, reivindicar isso – de maneira educada e assertiva: fazendo um comentário com o responsável pelo estabelecimento, por exemplo, sugerindo melhoria, propondo solução, pesquisando o que tem sido feito em outros lugares e que é viável de se implementar, dentre outras ações que visam o bem comum.

Conhecimento e formação.

Conhecer quais são os direitos e deveres das pessoas com deficiência, o que é capacitismo, quais são as iniciativas de sucesso e as lições aprendidas ou qualquer outra informação está a um simples toque de celular. Temos conteúdos disponíveis gratuitamente na internet (só de assistir a série de Lives Lugar de Fala você terá acesso a um mundo de informações úteis!). Portanto, o desafio é criar o hábito de se informar e buscar conhecimento, sempre! Empresas podem desenvolver programas para capacitar seus funcionários e as escolas podem incluir o tema inclusão e diversidade na formação de professores. E você mesmo pode se tornar um especialista no assunto, pois cresce o número de instituições de ensino oferecendo pós-graduação em diversidade.

Tecnologia como aliada.

Sou suspeita em falar da tecnologia para promover a inclusão, porque acredito que sempre há uma ferramenta tecnológica para nos apoiar no dia a dia. É só pesquisar que a gente encontra! Produzindo a segunda temporada achei algumas bem interessantes:

  • DOSVOX: sistema operacional que permite as pessoas cegas utilizarem o computador para desempenhar uma série de tarefas seja no ambiente escolar quanto na empresa.
  • Player Rybená: tecnologia assistiva que traduz textos do português para Libras e voz. Assim, surdos e pessoas com deficiências intelectuais, disléxicos e com dificuldades de leitura podem consumir conteúdos e interagir com diversos sites e plataformas on-line.
  • Tobii Classic Gaze Interaction: aplicativo que pode ser acessado pelo movimento dos olhos, tendo como finalidade facilitar a vida de pessoas com deficiências motoras. Ele funciona a partir de um rastreador ocular, que dá acesso total ao computador, dispensando o uso de teclado e mouse.
  • WebCaptioner: plataforma que faz a transcrição de diversos idiomas e não possui limitação de tempo de funcionamento porém, assim como todas gratuitas, não realiza formatação e pontuação de forma automática. No site Crônicas da Surdez tem um tutorial bem ilustrativo mostrando como usar a ferramenta.

Outro “achado” foi este e-book: 20 ferramentas digitais inclusivas para educação on-line.

Bom, esses são só os primeiros insights que compartilho. Na medida em que outros surgirem, voltarei aqui.

E você, o que tem a compartilhar sobre a série Lugar de Fala?!

 

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