Gilian Follador | Empatia para a nova década

O CoBlog ganha mais adeptos. O post de hoje é uma contribuição de uma profissional por quem eu tenho muita admiração e respeito: Gilian Follador. Com ela aprendi o que é, realmente, a empatia enquanto soft skill e o quanto essa habilidade pode beneficiar o processo de ensino e aprendizagem. E é sobre isso que iremos falar na Live do dia 19 de março, às 19h30, no Instagram.

Enquanto isso, vale a pena conferir o artigo que ela publicou, originalmente, na Coluna Papo Rápido da Revista Coaching Brasil, em janeiro de 2020.


Quero dividir com você um pouco da minha história e como ela relaciona-se com o conceito de empatia.

Na origem da minha família tem italiano, nordestino, inglês e curitibano e morei em três Estados brasileiros: Paraná, Espírito Santo e Pernambuco. Tenho uma filha curitibana, uma capixaba e um baiano. Apesar de qualquer diferença cultural existente no Brasil e no mundo, algo é comum a grande maioria de nós: a necessidade de compreensão. Compreender e sermos compreendidos pelas pessoas ao nosso redor é um dos maiores atos de humanidade compartilhada! E essa compreensão, que leva à conexão verdadeira, tem uma linha invisível chamada empatia.

A empatia vai muito além do conceito “a capacidade de imaginar-se no lugar dos outros”. Ela é uma alavanca para algumas competências exigidas para o futuro, como coordenar, fazer gestão de pessoas, desenvolver inteligência emocional e negociar. Estamos constantemente compartilhando os nossos pensamentos, emoções e as nossas vidas com as outras pessoas e precisamos uns dos outros para criar um mundo mais harmônico e sustentável.

Apesar de termos nascido para as conexões sociais, a empatia não acontece espontaneamente, mas sim como um músculo a ser desenvolvido. A prática leva a prática. De pessoa em pessoa, todos nós temos a oportunidade de refletir sobre crenças, sobre os nossos julgamentos envolvidos e os valores presentes em cada interação.

Podemos desenvolver a empatia através da escuta empática (escuta isenta de julgamentos), da descoberta das nossas necessidades em comum, da atenção para fundamentar opiniões em fatos e dados (e não somente em interpretações) e da aprendizagem contínua.

A vida complexa já nos aguarda e através da empatia conseguiremos incorporar o “DNA do mundo VUCA”*: para incluir a Diversidade, para inovar o nosso comportamento e para lidar com as Adversidades. O que desejo para você e para mim, nesse novo início de década, é um esforço consciente para desenvolver uma presença amorosa, empática e conectada no momento presente.


*DNA do mundo VUCA é um termo citado por David Patterson, diretor de coaching e desenvolvimento Google.

Gilian Follador é facilitadora de soft skills e primeira coach credenciada pela ICF no Espírito Santo. Professora no MBA em Gestão de Pessoas na Faesa.


 

Crédito da foto: https://pixabay.com/

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