Selma Vital | O espaço sagrado da escola

Sempre que recebo a newsletter da colega de profissão Selma Vital dedico um tempo de qualidade para leitura porque sei que vou precisar refletir, ler de novo para absorver melhor a informação e, muitas vezes, desconstruir alguns conceitos (estou numa fase de desconstrução e ressignificação muito forte ultimamente). Na news desta semana, Selma abordou com leveza (e emoção) o papel da escola, e consequentemente do professor/educador na vida do indivíduo (uso esse termo propositalmente, no sentido de “ser humano”, “cidadão”):

O fato de ser docente numa escola não significa que você tenha preparo para lidar com todos os assuntos. No entanto, se for uma questão que precisa de atenção urgente, seja o canal: busque quem tem o poder e o conhecimento para interferir e ajudar.

A todos que constantemente repetem que a escola ensina enquanto a família tem de educar, sinto dizer que neste mundo imperfeito nem todos cumprem seus papeis sociais. Há casos (muitos!) em que a negligência não é por maldade. Portanto, infelizmente, muito frequentemente a escola é educação, proteção e fonte de informação. 

Venho de uma família simples, que nos dava segurança e o mínimo para vivermos decentemente. Mesmo assim, muita coisa que outras  pessoas aprenderam em casa, só fui descobrir na escola. O espaço escolar é para muita gente um lugar de descobertas importantes, que estão além do programa e do currículo. E aí vai mais um conselho: nunca se esqueça disso!

E no texto, Selma ainda foi além, sugerindo um passo a passo para o professor aproveitar situações que envolvem os alunos no dia a dia da sala de aula para favorecer o aprendizado:

Um de seus alunos lhe apresenta um problema pessoal que está vivendo na escola. Qual seria sua primeira tendência? Pois bem, para muita gente seria tentar dar a resposta prontinha e resolver a parada. Com isso, você se sente útil e em controle.
A mancada é que desse jeito:
1. A aluna ou aluno que pediu ajuda não vai aprender muito.
2. Se você, simplesmente, resolver a questão, pode, com isso, criar um ciclo de dependência negativo para os dois lados.

Então aqui segue uma sugestão de abordagem bacana e eficaz em três partes:
1. Empatia. Reconheça a legitimidade do problema. Mesmo que para você possa parecer bobagem, nunca minimize o que está ferindo e incomodando o outro. Coloque-se no lugar de seus alunos.
2. Respeite a agência do outro. Antes de propor qualquer coisa, pergunte como ela/ele pretende resolver a situação. Diga algo como: Você tem um plano? Tem alguma estratégia? Dessa forma você não tira a autonomia de seu estudante e ao mesmo tempo não se isenta de sua própria responsabilidade.
3. Aprenda antes de sugerir soluções. Depois de perceber, ouvir o que o/a estudante gostaria de/ou pretende fazer, sugira algumas ações; corrija algumas medidas. Mas nunca diga algo por dizer. Se precisar de um tempo para informar-se, para pensar mais sobre o tema ou para solicitar, confidencialmente, a ajuda de alguém, tenha humildade para admitir isso e pedir um tempo. 

E sempre honre a confiança que sua aluna ou aluno depositou em você! Isso é ouro!

Agora diz aí: é ou não é para dedicar um tempo de qualidade para ler essas newsletters?

Para ler o texto na íntegra, acesse aqui.

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Selma Vital é jornalista, professora e empreendedora digital. Já lecionou em grandes universidades nos Estados Unidos e na Dinamarca. A experiência como professora universitária possibilitou criar um vasto material didático e desenvolver técnicas de aprendizado ativo que, agora, compartilha com outros professores por meio de cursos on-line. É responsável pelo blog Claraboia Cursos onde publica textos reflexivos com a temática educação criativa, colaborativa e humana.


Crédito da foto: Pixabay

1 comentário em “Selma Vital | O espaço sagrado da escola

  1. É muito legal ter uma parceria com você apesar da distância física. Diálogos e trocas sempre me inspiram a continuar tateando em busca do melhor caminho. Obrigada por me dar um espacinho na sua jornada tão bacana, Sandra. E muito sucesso ao Ead em Pauta! Abraço

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