Ensino virtual cresce em universidades corporativas

Em 2012, a modalidade de ensino a distância (EAD) estava presente em 33% das empresas com Universidades Corporativas (UC’s). Em 2018 esse número aumentou para 89% e houve, também, redução da proporção dos programas totalmente presenciais, segundo os dados da 4ª Pesquisa Nacional sobre Práticas e Resultados da Educação Corporativa realizada pela Fundação Instituto de Administração (FIA). O levantamento traz um panorama geral dos vários aspectos relacionados à Educação Corporativa e identifica as práticas recorrentes em 93 organizações brasileiras entrevistadas.

O estudo aponta que entre as razões para o crescimento do ensino virtual no ambiente corporativo está a possibilidade de atingir mais funcionários, já que o conteúdo está on-line; a escala de aplicação e a redução dos custos, tendo em vista a economia com despesas de viagens e hospedagens de funcionários. No conteúdo virtual, os programas técnicos equivalem a 63%, já os comportamentais são 37%.

Mas o ensino a distância não vem conquistando apenas as grandes organizações, onde as universidades corporativas são mais comuns. A pesquisa revela que a modalidade vem atraindo o interesse de empresas de menor porte, que passaram a estruturar universidades corporativas totalmente EAD.

As UC’s são sistemas de ensino que se caracterizam pelo foco no desenvolvimento de competências que são estratégicas para a organização. Elas auxiliam na estruturação de programas de educação continuada, estimulando, assim, o conceito de lifelong learning (aprendizagem ao longo da vida) dentro das empresas.

Não podem ser confundidas com instituições de ensino tradicionais, uma vez que estão voltadas para os objetivos organizacionais e seus cursos não têm grade curricular aprovada pelo Ministério da Educação (MEC). Marisa Eboli, professora da FIA e especialista em educação corporativa, com várias publicações sobre o assunto, destacou, em reportagem ao Estadão publicada neste sábado (02/11), que “são observadas competências estratégicas que uma empresa tem que ter, e isso é transformado em capacidades que determinados públicos têm que ter. Só então são desenhadas as soluções de aprendizagem que serão aplicadas nas universidades corporativas”. Marisa explicou, ainda, que “como não há nenhum compromisso com as formalidades do MEC, a não ser para cursos tipo MBA In Company, não há padrão definido em termos de carga horária. Pode variar de empresa para empresa e conforme o público e o tipo de programa. E o mesmo vale para o horário em que os funcionários irão estudar. Flexibilidade é a tônica das UC’s”.  

Nascidas na década de 1970 nos Estados Unidos, as universidades corporativas só chegaram no Brasil a partir de 1990. Empresas como ACCOR, Brahma, Algar, Amil, Oracle, Xerox, Motorola e McDonalds lideraram essa implementação. Atualmente, a UniBrad, Universidade Corporativa do Bradesco, tem o título de melhor do mundo, concedido pelo Instituto Global Council of Corporate Universities (GlobalCCU Awards), que a cada dois anos realiza um fórum para reconhecer as melhores práticas e programas de educação corporativa no mundo em diferentes categorias.


Fonte: Estadão


Crédito da foto: NeONBRAND on Unsplash

 

 

 

 

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